Por: Leandro Portella
O fato de estar em uma cadeira de rodas não nos dá o direito de reclamar da vida. Não estou dizendo que é fácil viver com uma lesão medular, porém, se é necessário ter a tão falada qualidade de vida, ficar apenas lamentando não trará melhoras nesse sentido.
Parafraseando a Deputada Mara Gabrilli: Não posso negar que sou um privilegiado pelo acesso e estrutura que disponho para ser um Leandro ativo, produtivo, feliz e tetraplégico, sendo esta última característica a que menos identifica o meu espírito, que é livre e sem nenhuma paralisia. Essa liberdade, ainda inatingível para milhões de outros brasileiros, só é possível por conta de recursos tecnológicos e humanos que anulam meu impedimento motor.
O termo qualidade de vida, de fato, tem sido muito utilizado ultimamente, mas não há consenso sobre sua definição. A qualidade de vida não está à venda como se fosse um item da moda ou de um supermercado, também não a conseguimos adquirir de um dia para o outro.
Não generalizando, mas estamos mal acostumados com privilégios, benefícios, cotas, etc. É claro que devemos ter, usufruir e lutar por muitos outros direitos para que as diferenças e a exclusão das minorias (inerente à sociedade em que vivemos) diminuam. Porém, temos a tendência de achar que, por estarmos em uma cadeira de rodas, tudo tem que vir até nos, literalmente esperando sentados que as coisas aconteçam e adiando as coisas boas da vida. Como se fosse possível pausar a vida e só apertar o “PLAY” quando a reabilitação plena acontecer. A vida tem algo de “aqui e agora”, e algo que poderíamos chamar de “planejar o futuro”
Sabemos que boa parte das coisas que estão ligadas a qualidade de vida da pessoa com deficiência têm custos elevados, porém a vida não faz promessas de como será o nosso caminho, devemos perseguir nossos próprios ideais e lutar para atingi-los e aproveitar as oportunidades que a vida nos oferece, mesmo que sejam poucas. Afinal, quando nos acomodamos não apenas deixamos de “caminhar” adiante, como também corremos o risco de perder muito do que já foi conquistado.
A questão central é que precisamos fazer alguma coisa, “não deixar para amanhã tudo aquilo que gostaria de fazer, posso fazer e tenho condições de fazer hoje”, “levantar” a bunda da cadeira e “correr” atrás dos nossos desejos!
Fonte:Vida Mais Livre








É isso aí meu amigo.não adianta ficar se lamentando, Temos mesmo que correr atras dos nossos sonhos que a vida é muito curta, Grande Abraço.